segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Saiba como 'emprestar' seu computador para projetos científicos


Mesmo acreditando que seu PC não chega nem perto de ser tão rápido quanto deveria, saiba que ele pode, sim, ser considerado um supercomputador -- ou pelo menos parte disso. Essa é a proposta dos sistemas de computação distribuída, também conhecidos como computação voluntária, que utilizam a capacidade de milhares de máquinas ociosas espalhadas pelo mundo para processar grandes quantidades de informação. Ao “quebrar” pacotes de dados e enviá-los para diferentes usuários, é possível processá-los simultaneamente, reduzindo os custos e também o tempo gasto com estudos.


A computação voluntária é freqüentemente chamada de grid computing, mas este segundo termo é mais específico para o uso de capacidade ociosa dentro de organizações, e não de computadores pessoais. Por realizarem o processamento quando as máquinas dos voluntários estão ligadas, mas não em uso, essas iniciativas teoricamente não tornam os PCs mais lentos.


Quando combinada, a capacidade de processamento de computadores pessoais pode trazer resultados impressionantes. O projeto World Community Grid, por exemplo, já registrou mais de 1 milhão de computadores que realizaram, nos últimos quatro anos, o equivalente a 188 mil anos de processamento de dados em diversas áreas.

A iniciativa distribui o processamento entre máquinas com sistemas operacionais Windows (contribuição de 219,1 mil processadores no total), Linux (32,9 mil) e Mac (15 mil), além de usar a capacidade de consoles PlayStation 3 (62,9 mil) e das placas de vídeo Nvidia (13,5 mil) e ATI (4,5 mil). Os projetos de grid computing rodam em máquinas ociosas, desde que elas estejam ligadas.


Uma busca na internet traz muitos projetos de computação voluntária, de diferentes áreas. Além das alternativas já citadas, é possível contribuir com o LHC (Grande Colisor de Hádrons), com a previsão do clima, com pesquisas sobre estrelas de nêutrons, com a busca por inteligência extraterrestre, com estudos sobre malária, com a previsão de estruturas de proteínas e com a determinação de formas tridimensionais de proteínas, para citar alguns exemplos
Fonte:g1.com.br

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

São Paulo terá a maior fábrica de chips da america latina



A primeira fábrica em larga escala de semicondutores da América Latina será na cidade de São Carlos, no interior do Estado de São Paulo. A produção se dará por meio de uma parceria entre a empresa norte-americana Symetrix e o grupo nacional Encalso-Damha e contará com um investimento de mais de US$ 1 bilhão.

Na unidade, serão produzidos chips de memória para os cartões inteligentes, que possuem diversas aplicações, como a utilização de bilhetes para o transporte público, telefonia celular, TV digital e movimentações bancárias.

"A fábrica será um catalisador para instalação de novas empresas de alta tecnologia, criando condições necessárias para o País entrar efetivamente na era da nanotecnologia", afirmou Marcos Macari, reitor da Unesp, em nota divulgada à imprensa. A universidade participará do empreendimento com a transferência de conhecimento.


Segundo o professor aposentado de física da USP e coordenador de relações institucionais da Prefeitura de São Carlos, Yashiro Yamamoto, a fábrica produzirá chips de memória ferroelétrica, capazes de armazenar mais informações que os componentes atuais. "Pela tecnologia que temos hoje, 1 cm² é capaz de armazenar 1 gigabyte. Com a ferroelétrica é possível armazenar 250 gigabytes", explicou. Segundo Yamamoto, a construção da indústria terá início em abril de 2009 e começará a produzir em cinco anos.