sábado, 21 de agosto de 2010

Tecnologia transforma gases tóxicos de aterro sanitário em energia elétrica

Aterro sanitário Bandeirantes, localizado no distrito de Perus, na cidade de São Paulo. Ao todo, 140 hectares de terreno - o mesmo que 100 campos de futebol juntos. Durante quase três décadas, cerca de 40 milhões de toneladas de lixo produzidas pela população da capital paulista foram trazidas para cá. Desde 2007 o aterro não recebe mais nenhum resíduo. Mas, todas as toneladas de lixo depositadas lá não sumiram: elas foram tratadas e se transformaram em uma montanha... uma montanha de grande utilidade, graças à tecnologia.

O lixo libera para a atmosfera os gases metano e carbônico, prejudiciais ao meio ambiente e causadores do efeito estufa. Mas, aqui nesse aterro, esses gases não vão para os céus: eles são captados e transformados em combustível para produção de energia elétrica.

São produzidos 20 mega watts por hora a partir da utilização dos gases de aterro. Essa quantidade permite beneficiar algo em torno de 300 mil pessoas. Essas tubulações pretas são as responsáveis por aproveitar todo o gás liberado no ambiente. São aproximadamente 40 quilômetros de tubos interligados e espalhados por toda extensão do terreno.

A utilização do gás para produção de energia elétrica passa por algumas etapas.

O gás não aproveitado nesse processo é queimado em duas torres, de forma não prejudicial ao meio ambiente. Se o gás não fosse usado para gerar energia, ele significaria 1.600 toneladas de gás carbônico jogadas na atmosfera.

Essa tecnologia de geração de energia é muito utilizada em Portugal, Holanda e Estados Unidos. Mas, ainda é um processo caro. São Paulo tem apenas 4 aterros que fazem esse tipo de trabalho.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Planta artificial gera energia verde

Quem quiser produzir energia verde em casa com um pouco mais de estilo, agora, tem uma boa opção. O aparelho Touchpot funciona como um vaso de planta artificial que usa da movimentação de suas folhas para gerar energia.

O sistema realiza seu armazenamento por meio da energia gerada durante a movimentação das folhas. Os movimentos processados podem ser feitos tanto manualmente quanto pelo vento, sendo assim, não é necessário que o dono do Touchpot faça muito esforço para manter seu aparelho funcionando.

Quando totalmente carregado, o Touchpot consegue fornecer energia suficiente para carregar uma bateria onboard, como a de celulares, por exemplo. Além disso, o produto possui lâmpadas de LED embutidas que também podem fazer dele uma luminária um tanto quanto exótica.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Carro verde usa dejetos humanos para se movimentar


Hoje em dia, quase tudo pode ser reaproveitado. Uma prova disso é o novo conceito de New Beetle elaborado no Reino Unido. O automóvel, que utiliza dejetos humanos para se movimentar, deve começar a circular pelas ruas de Bristol no ano que vem.

Apelidado de "Bio Bug", o automóvel tem como slogan a frase "Movido pela sua sujeira!" e faz parte de uma campanha que visa conscientizar a população a respeito de problemas ambientais.

Para rodar durante um ano, o veículo necessita da coleta de fezes de aproximadamente 70 lares. A energia do "Bio Bug" é adquirida por meio do gás metano originado durante o processo de tratamento de esgotos.

Apesar de não ser um carro que entrará em linha de produção, conceitos semelhantes já têm sido aplicados em outros lugares do mundo, como no caso da Suécia onde o gás metano já é usado em cerca de 11.500 automóveis.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Lei do lixo aprovada pelo executivo prevê que empresas proporcionem destino adequado aos detritos eletrônicos


A nova lei nacional de reciclagem promete provocar mudanças significativas no comportamento da população e das empresas em relação ao lixo produzido no país. Sancionada nesta segunda-feira, 2/08, pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, a Política Nacional de Resíduos Sólidos obrigará as empresas produtoras a recolher os produtos descartados (incluindo o lixo eletrônico), proíbe os lixões, estabelece que as embalagens sejam fabricadas com materiais recicláveis e que a União, Estados e munícipios elaborem estratégias para o tratamento do lixo, com metas e programas de reciclagem.

De acordo com a Abetre (Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos), a nova lei proposta pelo Ministério do Meio Ambiente exigirá investimentos de pelo menos R$ 6,1 bilhões nos próximos quatro anos para a implantação e manutenção das iniciativas previstas no plano.

Discutida há 20 anos pelo Congresso Nacional antes de chegar ao Executivo, a lei ainda distingue os resíduos (lixo que pode ser reaproveitado ou reciclado) dos rejeitos (o que não é passível de reaproveitamento) e prevê a destinação adequada dos eletroeletrônicos como baterias de celulares, computadores, entre outros.