quinta-feira, 27 de maio de 2010

Do Ceará para o mundo:poste de iluminação pública auto-suficiente


O professor Pardal cearense é o engenheiro mecânico Fernandes Ximenes, proprietário da Gram-Eollic, empresa que lançou no mercado o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energias eólica e solar. Com modelos de 12 e 18 metros de altura (feitos em aço), o que mais chama a atenção no invento, tecnicamente denominado de Produtor Independente de Energia (PIE), é a presença de um avião no topo do poste. Tecnicamente, as asas do avião abrigam células solares que captam raios ultravioletas e infravermelhos por meio do silício (elemento químico que é o principal componente do vidro, cimento, cerâmica, da maioria dos componentes semicondutores e dos silicones), transformando-os em energia elétrica (até 400 watts), que é armazenada em uma bateria afixada alguns metros abaixo। Cumprindo a mesma tarefa de gerar energia, estão as hélices do avião. Assim como as naceles (pás) dos grandes cata-ventos espalhados pelo litoral cearense, a energia (até 1.000 watts) é gerada a partir do giro dessas pás. Cada poste é capaz de abastecer outros três ao mesmo o tempo. Ou seja, um poste com um "avião" – na verdade um gerador – é capaz de produzir energia para outros dois sem gerador e com seis lâmpadas LEDs (mais eficientes e mais ecológicas, uma vez que não utilizam mercúrio, como as fluorescentes compactas) de 50.000 horas de vida útil dia e noite (cerca de 50 vezes mais que as lâmpadas em operação atualmente; quanto à luminosidade, as LEDs são oito vezes mais potentes que as convencionais). A captação (da luz e do vento) pelo avião é feita em um eixo com giro de 360 graus, de acordo com a direção do vento. À prova de apagão.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Esterco vira energia para datacenters


Engenheiros da HP anunciaram hoje um método que transforma esterco bovino em energia. Esta seria uma solução interessante para as grandes "fazendas de servidores", que normalmente estão localizadas em grandes centros urbanos.
Com o tratamento correto do resíduo, qualquer fazendeiro tradicional poderia alugar terras para empresas de tecnologia e fornecer a energia necessária. Dessa forma, o serviço seria competitivo, já que espaço físico e energia seriam oferecidos por um preço muito inferior aos das cidades.
O esterco passa por um tratamento anaeróbico, produzindo metano. Este gás pode ser usado como combustível para gerar energia elétrica. Cada animal é capaz de produzir esterco suficiente para iluminar uma lâmpada de 100 watts. 10 mil vacas serviriam de combustível para um datacenter de 1 megawatt - o equivalente a uma central de um banco, por exemplo.
O único problema enfrentado pelos engenheiros está na conexão dessas regiões a grandes redes de dados. Mas isso é algo que o tempo irá resolver. Cada vez mais, redes de alta velocidade estão se espalhando. Empresas como o Google, Yahoo, Amazon.com e Microsoft já demonstraram interesse no estudo e estão procurando regiões para teste nos Estados Unidos.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Lixo eletrônico terá inventário


A partir de agora, todo lixo eletrônico produzido no país terá um inventário. O acordo assinado nesta segunda-feira, 10, pela ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, e o Cempre (Compromisso\ Empresarial para a Reciclagem) tem como objetivo estimular as empresas a recolherem seu lixo eletrônico para a reciclagem.

Um documento do Programa Nacional das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), aponta que o mundo produz, a cada ano, cerca de 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico e que o Brasil está entre os maiores produtores. Segundo a ministra, a ideia do inventário é dimensionar o tamanho do lixo eletroeletrônico brasileiro e o destino que é dado a ele.

Além do inventário, também foi criado um
site para informar o consumidor sobre como deve ser realizada a devolução de seus eletrônicos .

Para estimular os consumidores, o ministério está estudando a adoção de medidas, como a redução de impostos ou a distribuição de cupons de troca por outros produtos.

sábado, 8 de maio de 2010

“Carros verdes” podem causar acidentes


Na Europa, veículos híbridos e elétricos vêm tomando mais espaço entre os consumidores। Além de praticamente não poluir o meio-ambiente, esse tipo de veículo também tem a característica de emitir pouco ruído sonoro.
E, por incrível que pareça, essa característica silenciosa vem causando um maior número de acidentes, tanto em colisões com outros carros, como em atropelamento de pedestres.

Para resolver o problema, pesquisadores da Universidade de Warwick, na Inglaterra, estão testando a possibilidade de emitir alguns efeitos sonoros ou músicas assim que o veículo se aproximar de outro automóvel ou pessoa.

Agora, imagine que um carro passa por você no trânsito e toca a música de Star Wars. Pois essa é uma das canções em teste escolhida pelos pesquisadores. Toda semana um novo som será testado.