segunda-feira, 24 de junho de 2013

Reuso de água é essencial para o meio ambiente

Pensar em maneiras de reutilizar a água é uma forma de controlar perdas e evitar desperdícios, além de minimizar o consumo de água no Brasil. A água pode ser poupada com o reuso de efluentes tratados seguido por parâmetros de qualidade estabelecidos pela legislação brasileira para diversos fins que não sejam o consumo humano. É por isso que o tratamento de esgoto tem um papel fundamental na gestão dos recursos hídricos. Apesar de parecer algo óbvio, o reuso de água tomou forma no Brasil com a Resolução 54, de 2005, que estabelece os critérios gerais para a prática de reuso de água não potável, segundo o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH).
As modalidades de reuso definidas pela CNRH são:

I - reuso para fins urbanos: utilização de água de reuso para fins de irrigação paisagística, lavagem de logradouros públicos e veículos, desobstrução de tubulações, construção civil, edificações, combate a incêndio, dentro da área urbana;
II - reuso para fins agrícolas e florestais: aplicação de água de reuso para produção agrícola e cultivo de florestas plantadas;
III - reuso para fins ambientais: utilização de água de reuso para implantação de projetos de recuperação do meio ambiente;
IV - reuso para fins industriais: utilização de água de reuso em processos, atividades e operações industriais; e,

V - reuso na aquicultura: utilização de água de reuso para a criação de animais ou cultivo de vegetais aquáticos para fins urbanos, agrícolas, ambientais, industriais e na aquicultura.
A aplicação desse conceito vem surtindo efeito. No sul do país, por exemplo, chegam a usar 30 mil litros por dia de água de reuso para irrigar uma área de 270 hectares. A maior parte da água captada na região é das bacias dos Sinos e do Gravataí, o que diminui a captação nos mananciais.
No Nordeste, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) aproveita 700 mil litros por dia de água de reuso na irrigação de uma plantação de capim, que é base de ração animal e também serve para a fabricação de lenha ecológica. Já no Rio de Janeiro está o maior projeto de reuso de água industrial do mundo, que vai fornecer 1.500 litros de água por segundo para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), uma parceria da Petrobras com a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). Em São Paulo, o Aquapolo, inaugurado em Novembro/2012, terá capacidade para produzir até 1.000 litros por segundo de água de reuso visando o abastecimento do Polo Petroquímico de Capuava, em Mauá (ABC).  

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Aquecimento global pode tornar maratonas mais lentas


Estudo da Universidade de Boston indica que o aquecimento global poderá tornar as maratonas mais lentas, afetando o tempo das vitórias. Segundo a pesquisa, embora o tempo dos vencedores de provas de resistência, como as maratonas, tenha melhorando gradativamente ao longo do século passado, essa tendência corre risco de diminuir diante do aumento das temperaturas.
Mantida a tendência de aquecimento atual, de 0.058°C por ano, até 2100, a chance de detectar uma “desaceleração consistente no tempo de vitória da maratona” é de 95%, diz o estudo.

Os pesquisadores usaram a tradicional Maratona de Boston para ver se o aquecimento afetou os resultados das marcas vencedoras dos corredores, por se tratar da mais antiga maratona do mundo, que acontece todo ano sempre no mesmo dia desde 1924.
“Examinamos uma série de tempo (1933-2004) para testar o efeito do aquecimento no tempo de vitória de homens e mulheres”, diz o professor de meio ambiente Richard Primack. “Nós descobrimos que as temperaturas mais quentes e ventos contrários no dia da tornava a corrida mais lenta, aumentando o tempo do vencedor”.
Apesar de estudos anteriores já terem associado as temperaturas quentes ao menor desempenho de atletas de resistência, afetando sua capacidade de regular a temperatura corporal interna, não se sabia até então como as tendências de aquecimento poderiam afetar o desempenho dos atletas durante as competições no longo prazo. (Fonte: Exame.com)








 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Indústria tabagista banca startup que recicla bitucas de cigarro

A própria indústria tabagista é quem financia o primeiro programa de reciclagem de pontas de cigarro com potencial para viajar o globo. Criada por Tom Szaky, a TerraCycle foi lançada no Canadá em maio passado e já tem filiais nos Estados Unidos e na Espanha.

Independentemente do país, o processo da startup é sempre o mesmo, como explicou Szaky à AFP: voluntários recolhem as baganas e enviam à TerraCycle, que pega pela quantia recebida. A empresa, então, esteriliza e disseca o material e o usa na fabricação de outros produtos.
 
O empresário contou que o envolvimento faz bem à indústria, porque passa à opinião pública uma imagem positiva, e aos voluntários, que ganham pontos para financiar projetos em escolas ou associações de caridade. "Recuperamos muito rápido mais de um milhão de cigarros", comentou ele. "Organizações formidáveis têm garantido a coleta e a indústria do tabaco mostrou tanto entusiasmo que lançou o programa nos Estados Unidos e na Europa."
 
Outra iniciativa da TerraCycle deve chegar ao Brasil em breve: a coleta ereciclagem de gomas de mascar. A empresa já emprega uma centena de pessoas no mundo e espera se expandir na América Latina e no leste europeu.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Jovens africanas criam gerador de energia movido a urina


Quatro adolescentes apresentaram um gerador de energia movido a urina. A tecnologia foi exibida na feira de inovação Make Fair Africa, na cidade de Lagos, na Nigéria.
A urina é colocada em uma célula eletrolítica, que separa o hidrogênio. Em seguida, o hidrogênio é enviado a um filtro de água para ser purificado. Na sequência, é encaminhado a um cilindro de gás, que joga o elemento em outro cilindro com borato de sódio. A combinação remove a umidade do gás de hidrogênio que, em seguida, é utilizado pelo gerador para transformar-se em eletricidade.
Segundo a Make Fair, apesar de o dispositivo ser interessante, há uma série de questões de segurança que devem ser aprimoradas para que o produto não se transforme em uma bomba.


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Coleta a vácuo de resíduos sólidos: inovação com foco na sustentabilidade


Basicamente na coleta a vácuo, os resíduos são jogados em sacos nas lixeiras especiais que estão conectadas a um sistema de tubulação enterrada em torno de cinco metros da superfície. Quando as "bocas" estão cheias, um sensor é acionado e o lixo é sugado fazendo uma "viagem" subterrânea até uma estação de coleta numa velocidade em torno de cerca de 70 km/h. O destino final desses resíduos, que na estação são separados e compactados em contêineres, será um centro de triagem que recicla o lixo seco e faz o úmido virar energia.
Atualmente, a coleta a vácuo ( ou coleta pneumática) já está em aproximadamente 150 cidades no mundo. No Brasil, a empresa Suéca Envac, desenvolvedora do projeto, está com uma filial desde 2009 em São Paulo/SP.

As vantagens:
1 - Reduz o trânsito de caminhões pesados para o transporte de lixo.

a) o que contribui para diminuir os congestionamentos
b) é bom para o meio ambiente, pois diminui a poluição do ar e as emissões de gases que causam o efeito estufa e,
c) diminui a poluição sonora, pois caminhões fazem barulhos.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O Brasil recicla apenas 1,4% de todo o lixo doméstico que produz


O Brasil recicla apenas 1,4% de todo o lixo doméstico que produz e destina 0,8% dos resíduos orgânicos para a compostagem. A informação é da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP). O conselheiro da ABLP, Eleusis Bruder di Creddo diz que os números não são satisfatórios, mas a falta de dados atualizados e precisos sobre este assunto no país é outro quadro preocupante. Os mais recentes são da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, de 2008, e revelam, segundo ele, que o país produz, por dia, 110 mil toneladas de lixo.
O volume leva em conta apenas a produção residencial, o que se transforma em montanhas de lixo nos aterros. Conforme Creddo, 58% do material vão para aterros sanitários que atendem às condições necessárias de armazenamento, mas 40% de todo o resíduo das casas dos brasileiros ainda vão parar em lixões, que são áreas de depósito inadequadas para o meio ambiente.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Lixeira inteligente manda e-mail para central quando está cheia

Uma lixeira que manda e-maile é movida a energia solar é a nova aposta dos norte-americanos para reduzir a emissão de gases do efeito estufa, segundo o blogRespostas Sustentáveis. O país, que só perde para a China no ranking mundial de emissões, já hospedou 700 lixeiras inteligentes na Filadélfia e pretende instalar a novidade em outras cidades americanas. A produto também deve chegar a outros 30 países em breve, como Reino Unido e Israel.

Chamada de 'BigBelly Solar', a lixeira pode armazenar até 2.500 litros de resíduos, pois usa a energia solar para compactar os detritos. Dessa forma, o equipamento só precisa ser esvaziado cinco vezes por semana, enquanto que lixeiras tradicionais são esvaziadas, em média, 19 vezes no mesmo período.

A tecnologia por trás da BigBelly Solar ainda monitora o nível de resíduos dentro da lixeira e somente aciona o compactador quando o espaço para armazenamento é superado - o que economiza energia. A lixeira ainda manda e-mail para uma central responsável sempre que atinge seu limite depósito.

Apesar de ser mais cara que uma lixeira tradicional, cerca de US$ 4 mil, o equipamento pode representar uma economia de quase US$ 900 mil por ano às cidades, por utilizar a energia solar para compactar os resíduos.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Tênis ecológico – Ao ser enterrado se biodegrada e se transforma em flor



Os tênis em estado de desgaste total devem ser enterrados e ao invés de tornarem-se resíduos nocivos ao meio ambiente vão se decompor totalmente e as sementes farão surgir uma planta. A OAT afirma que com essa atitude a moda e, consequentemente o consumidor pode deixar pra trás algo muito melhor que apenas resíduos – uma árvore, flores ou mesmo uma planta de algodão que pode oferecer um novo produto.
Outro ponto que observamos foi que a marca focou em trazer exemplares para homens, mulheres e um par na versão unissex, focando sempre nos tons naturais e linhas mais clássicas, o que é uma característica a ser observada na eco moda: os itens atemporais.
A empresa informa que o tênis demora em média 6 meses para se decompor por completo, mas que pode variar pois a degradação depende de condições específicas do solo. Este é um ponto negativo pois a empresa não detalhou ou mostrou com clareza o processo que é o diferencial sustentável d produto.